Música, literatura, poesia, idéias, arte, batera, percussão e porrada, se precisar!

"Como sabe que sou louca?", indagou Alice.
"Deve ser", disse o gato,
"ou não teria vindo aqui".
(Alice no País das Maravilhas)


terça-feira, 11 de setembro de 2007

Os Grandes do Tambor VII - Finalmente!! Naná VAsconcelos!!

Conheci Naná durante o verão de 2004. Ouvir o homem tocar em áudio ou na TV não expressa nem 80% da atmosfera que o cerca em termos de profundidade e entrega à música e particularmente ao Berimbau. Sim, Berimbau com "B" maiúsculo, uma vez que este instrumento se torna algo sobrenatural nas mãos de Naná. Os sons que saem quando o Urucungo se acomoda em suas mãos não se encaixam nas possibilidades acústicas oferecidas pelo mesmo. E aí é que se entende: o Berimbau é apenas o instrumento de algo que passa através de Naná, este sim, igualmente, instrumento de algo maior: a música? O astral? O espírito? Talvez o espírito de Nanã, a grande mãe. Naná e Nanã, nascimento eterno de uma música eterna.



Eu e Naná no estúdio. Ouvindo e aprendendo.
Toda palavra de um mestre é música prá quem quer ouvir...

Naná é filho de um violonista de Recife, teve na infância influências musicais que iam de Villa-Lobos a Jimi Hendrix. Especializou-se em instrumentos de percussão brasileiros, particularmente o berimbau. Depois de tocar por algum tempo em cabarés e bandas de Recife, mudou-se em 1966 para o Rio de Janeiro, onde conheceu Luiz Eça, Wilson das Neves, Gilberto Gil, e passou a acompanhar Milton Nascimento e o Som Imaginário.


Integrou o Quarteto Livre (com Nelson Ângelo, Franklin da Flauta e Geraldo Azevedo) em 1968, mesmo ano em que acompanhou Geraldo Vandré no show "Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei de Flores)", logo interditado pela censura. Em 1970 foi convidado para integrar a turnê do saxofonista argentino Gato Barbieri pelos Estados Unidos e Europa. Por essa época começou a desenvolver seu trabalho de vanguarda. Naná radicou-se em Paris, onde gravou seu primeiro disco, "Áfricadeus".

Em 1973 gravou no Brasil "Amazonas", um disco que se tornou um marco na combinação de percussão e voz na MPB. De volta ao Brasil, trabalhou com Egberto Gismonti por oito anos, tendo gravado juntos três álbuns, entre eles o aclamado "Dança das Cabeças". Nos anos 70 Naná Vasconcelos tocou com grandes nomes da música internacional, como Pat Metheny, B.B. King e Paul Simon. Já se apresentou como solista acompanhado por orquestras sinfônicas, excursionou pela Europa com dançarinos do Bronx e fez trilha sonora para cinema ("Down By Law", de Jim Jarmush). Além de dominar uma grande variedade de instrumentos de percussão, Naná Vasconcelos contribuiu para a divulgação internacional do Berimbau, com "B" maiúsculo!!

Prá sentir o berimbau do homem:

Isso vai dar repercussão




Chegada






Pegue o Berimbau aqui!!

O raríssimo encontro: Naná, Egberto, Hermeto... simplesmente sobrenatural!!





Pegue o Berimbau aqui!!

Contaminação

Pegue o Berimbau aqui!!!