Chamando o povo prá cantar!
Maurício endoidando!


Esta semana postamos prá vocês o sensacional Ismália do grande poeta Alphosnus Guimarães e do maravilhoso ilustrador Odilon Moraes!! A poesia de Alphonsus já era perfeita, mas ganhou uma amplitude quase sobrenatural com as ilustrações de Odilon, que deu um tom sombrio ao tema - apesar dele ser basicamente um ilustrador infantil. Interessante é que poeta e ilustrador são semelhantes de rosto...
Nasceu em 1966 e mora em São Paulo, embora tenha passado infância e adolescência no interior. Cursou arquitetura, mas antes de se formar já trabalhava com ilustração de livros: tornou-se ilustrador. Além da ilustração de mais de sessenta livros, é autor de A princesinha medrosa (Companhia das Letrinhas, 2002) e Pedro e Lua (Cosac Naify, 2004), com o qual consquistou o prêmio de melhor livro infantil em 2005 pela FNLIJ.
Na Cosac Naify, Odilon Moraes coordena, junto com Augusto Massi, a coleção Dedinho de Prosa, para a qual já ilustrou O homem que sabia javanês, de Lima Barreto e O presente dos magos, de O. Henry., e Será o Benedito!, de Mário de Andrade.













"Boa Tarde, Povo
CPC
Terreiro elétrico
Há décadas que a chamada world music, fora do Brasil, dá margem a pesquisas de músicas étnica com apelo e acabamento pop. Aqui, parece que ainda há uma barreira entre o "purismo" e o "comercialismo" - ou parecia, porque o Kangoma ignora solenemente esses falsos limites. A pesquisa de repertório é séria (as faixas têm suas origens esmiuçadas no encarte), as vozes femininas afinadas ea percussão desempenham com fervoro ritual. Mas a presença de eventuais baixo elétrico, bateria e até guitarra metaleira em músicas como a faixa-título (onde se explora a proximidade entre o ritmo nordestino baianal e o funk americano) e "O Marco Marciano" (Lenine) dá um toque bastante saboroso e informal.
Alex Antunes"
No mais, agradecemos aos editores da Rolling Stone, ao crítico Alex Antunes e ao repórter André Maleronka por mais esta conquista. Muito obrigado!!


A Contracapa!
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Capas e Ilustrações (a pedido da Neide!) Covers and Ilustrations: Clique aqui!
Show Realizado em Santos em 15/07/2007
Músicas:
1.Intro (Pianola/Sinhô)
2.Os Trovões Subterrâneos (Yan Kaô)
3.Hilário de Cachimbo Novo (Yan Kaô)
4.Descanso (Yan Kaô)
5.Medo da Verdade (Yan Kaô)
Personnell:
Yan Kaô: Vocals, Acoustic Guitar, Drums, Percussion;
Américo Freiria: Guitars;
Zigão: Bass Guitar;
Tato Carvalho: Keyboards;
Roberto Lerner: Drums;
Yan Kaô, com o violão, no momento final de Medo da Verdade
Até agora não sei se aconteceu realmente, ainda estou turvo pela emoção forte... foi no domingo, 15 de julho de 2007, seis horas da tarde, um frio de rachar os ossos, o ar quebradiço tornava tudo meio estranho à visão, uma gripe dos diabos preocupava a mim e aos outros parceiros: a voz poderia não sair direito. A saída foi apelar para a infalível teoria de John Lennon - quando questionado se ele não se preocupava em desafinar quando cantasse uma música estranha à tonalidade de sua voz: “na dúvida, grite!”, foi a genial resposta. Talvez eu até gritasse muito. O povo ia gostar? Não sabia... “sou um percussionista, sou um cara dos tambores...” “Não vou me preocupar com isso...” pensava.
Zigão, o homem-groove!!
Roberto Lerner, definitivamente, um dos maiores bateras do Brasil!!
Por isso chamei prá me acompanhar o super-batera Roberto Lerner e confesso que na verdade está ficando difícil até prá mim mesmo acompanhá-lo, quando fazemos a cena de duas bateras numa música que não está aqui, a "Suor e Sangue". Estou tendo de suar a camisa!!! O cara é um dos melhores do Brasil e se o próprio Phil Collins, Lobão e outros bateristas assumiram a frente, correndo o risco de "enferrujarem", porque não eu, que perto dessa gente sou apenas um amante ardoroso dos ritmos? Toco violão prá não ficar com as mãos soltas e meu jeito de cantar é étnico, primitivo, panfletário, daí tantas dúvidas sobre ser ou não ser um baterista... para o baixo, veio o Zigão, esse monstro dos sons graves. É baixista do Padre Marcelo, pode? Deixa o padre saber que ele está tocando com um macumbeiro!!
Américo Freiria é um grande guitarrista. Fui seu companheiro numa banda lá dos anos 80, chamada Heus. No momento oportuno colocarei alguma coisa dela aqui. Américo é o guitarrista mais melódico e sensível, em termos de beleza sonora que já conheci. Seus riffs e solos parecem voar por sobre a banda. Econômico nas notas, é um estudioso incomum dos timbres e frequências. O chamei por sua dedicação à limpeza da estrutura no arranjo das composições.
Américo Freiria: Guitarra e bom gosto.
Evangélicos em oração? Não!! O povão curtindo Yan Kaô e a Construção!!
Mas embora os técnicos fossem amadores (não sabiam passar o som) fiquei surpreso com o fato das 4 gravações do pocket show ainda terem ficado audíveis... há problemas nelas, claro, o teclado muito alto, a percussão completamente sumida lá no fundo. Houve um momento em que cortaram misteriosamente o microfone, em Medo da Verdade (será por causa da letra?) , mas mesmo assim, resolvi dar a cara à tapa e colocar aqui pro pessoal “dá um lôudi” e me contar o que acham do trabalho...
Tato Carvalho, grande coração, grandes teclados, grande irmão de longa data!!
Tudo aqui é na raça, minha gente e prá nós a apresentação foi ótima. Só não deu prá ir na praia, infelizmente... Fiz até capinha de cd e ilustrações dessa versão da Construção que me acompanhou, grandes músicos!! Obrigado a todos vocês, por terem paciência e ajudarem o bróder aqui...
Com vocês, este que vos fala, o Homem sobre o Kaos:
Yan Kaô e a Construção!!

Fui apresentado à obra de Murilo Rubião e a muitas outras nos idos dos anos 80, pelo meu grande confrade Orlando Toseto. Fiquei completamente louco com o universo que se abria à minha frente. Li e reli todos os livros como se precisasse me alimentar daquele universo e o Orlando precisou brigar comigo para que eu lhe devolvesse os livros. Não preciso dizer que a influência e a afinidade foi instantânea e avassaladora. 
Estrela Vermelha(contos)Rio de JaneiroHipocampo1953

Os Dragões e outros contos(contos) Belo HorizonteMovimento-Perspectiva1965

O Pirotécnico Zacarias (contos) São Paulo Ática 1974

O Convidado (contos) São Paulo Quiron 1974

Murilo Rubião: Contos Reunidos (contos) São Paulo Ática, 2ª ed.1999

A Casa do Girassol Vermelho (contos) São Paulo Editora Companhia das Letras 2006

O Pirotécnico Zacarias (contos) São Paulo Editora Companhia das Letras 2006