Música, literatura, poesia, idéias, arte, batera, percussão e porrada, se precisar!

"Como sabe que sou louca?", indagou Alice.
"Deve ser", disse o gato,
"ou não teria vindo aqui".
(Alice no País das Maravilhas)


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Os grandes do Tambor VIII - Dom Um Romão



Carioca, iniciou a carreira tocando bateria em bailes e cabarés do Rio de Janeiro. Trabalhou na Rádio Tupi acompanhando cantores e formou, nos anos 50, o Copa Trio, que tocava no Beco das Garrafas, em Copacabana. Participou em 1958 da gravação do disco "Canção do Amor Demais", de Elizeth Cardoso com músicas de Tom Jobim e violão de João Gilberto, um marco inaugural da bossa nova. Nos anos 60 integrou grupos com Sergio Mendes, com quem participou do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall, em Nova York, 1962. Tocou ainda em shows de Elis Regina, Quarteto em Cy, Flora Purim, com quem se casou. No fim dos anos 60 voltou aos EUA, onde participou de discos de Tom Jobim, Tony Bennet e outros. Em 1971 passou a integrar o grupo Weather Report, que trouxe uma série de inovadoras concepções para a linguagem do jazz, e no ano seguinte lançou o primeiro disco solo nos EUA, "Dom Um Romão". Trabalhou como baterista e percussionista nos Estados Unidos até o início dos anos 80, quando radicou-se na Suíça. Participou de diversos festivais de jazz ao redor do mundo, com seus conjuntos. Sua fama como percussionista deve-se à sua técnica de imitar sons da natureza, dando colorações diferentes às músicas. Sua batida de samba, aberta, com muita dinâmica e acentuação afro, também é característica. Nos anos 90 fez algumas apresentações no Brasil e gravou, em 1997, o CD "Rhythm Traveler". Foi para os braços de Xangô em 2005, deixando um maravilhoso legado para a música mundial.

Dom Um Romão 64


Ponha a mão no couro aqui!


Com Flor Purim (primeiro disco da cantora)

Ponha a mão no couro aqui!!





Dom Um Romão 1972 e Spirit of the times 1974


Ponha a mão no couro aqui!! Parte 1


e aqui (Parte2)!

Hotmosphere 1976


Ponha a mão no couro aqui!!




Para baixar, clique abaixo:

Ponha a mão no couro aqui!!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ismália - Alphonsus de Guimarães e Odilon Moraes

Esta semana postamos prá vocês o sensacional Ismália do grande poeta Alphosnus Guimarães e do maravilhoso ilustrador Odilon Moraes!! A poesia de Alphonsus já era perfeita, mas ganhou uma amplitude quase sobrenatural com as ilustrações de Odilon, que deu um tom sombrio ao tema - apesar dele ser basicamente um ilustrador infantil. Interessante é que poeta e ilustrador são semelhantes de rosto...


Odilon Moraes

Nasceu em 1966 e mora em São Paulo, embora tenha passado infância e adolescência no interior. Cursou arquitetura, mas antes de se formar já trabalhava com ilustração de livros: tornou-se ilustrador. Além da ilustração de mais de sessenta livros, é autor de A princesinha medrosa (Companhia das Letrinhas, 2002) e Pedro e Lua (Cosac Naify, 2004), com o qual consquistou o prêmio de melhor livro infantil em 2005 pela FNLIJ.

Na Cosac Naify, Odilon Moraes coordena, junto com Augusto Massi, a coleção Dedinho de Prosa, para a qual já ilustrou O homem que sabia javanês, de Lima Barreto e O presente dos magos, de O. Henry., e Será o Benedito!, de Mário de Andrade.

Alphonsus Guimaraens

Formou-se bacharel em Direito, em 1894, em Ouro Preto. Na época já colaborava nos jornais Diário Mercantil, Comércio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S. Paulo e A Gazeta. Em 1895 tornou-se promotor de Justiça em Conceição do Serro MG e, a partir de 1906, Juiz em Mariana MG, de onde pouco sairia. Seu primeiro livro de poesia, Dona Mística, 1892/1894, foi publicado em 1899, ano em que também saiu o Setenário das Dores de Nossa Senhora. Câmara Ardente, cujos sonetos atestam o misticismo do poeta. Em 1902 publicou Kiriale, sob o pseudônimo de Alphonsus de Vimaraens. Sua Obra Completa seria publicada em 1960. Manteve contato com Álvaro Viana, Edgar Mata e Eduardo Cerqueira, poetas simbolistas da nova geração mineira, e conheceu Cruz e Souza. Considerado um dos grandes nomes do Simbolismo, e por vezes o mais místico dos poetas brasileiros, Alphonsus de Guimaraens tratou em seus versos de amor, morte e religiosidade. A morte de sua noiva Constança, em 1888, marcou profundamente sua vida e sua obra, cujos versos, melancólicos e musicais, são repletos de anjos, serafins, cores roxas e virgens mortas.

Maravilhem-se com essa obra prima!